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sábado, 25 de maio de 2019

Climas no Brasil



Tipos de Clima

A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se à criada por Arthur Strahler, se baseando na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar.

Sabe-se que as massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica.

Dessa forma, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino. 

Principais tipos climáticos brasileiros:

  • Subtropical

As regiões que possuem clima subtropical apresentam grande variação de temperatura entre verão e inverno, não possuem uma estação seca e as chuvas são bem distribuídas durante o ano.
É um clima característico das áreas geográficas a sul do Trópico de Capricórnio e a norte do Trópico de Câncer, com temperaturas médias anuais nunca superiores a 20ºC. A temperatura mínima do mês mais frio nunca é menor que 0ºC.
  • Semiárido
O clima semiárido, presente nas regiões Nordeste e Sudeste, apresenta longos períodos secos e chuvas ocasionais concentradas em poucos meses do ano. As temperaturas são altas o ano todo, ficando em torno de 26 ºC. A vegetação típica desse tipo de clima é a caatinga.
  • Equatorial Úmido
Este tipo de clima apresenta temperaturas altas o ano todo. As médias pluviométricas são altas, sendo as chuvas bem distribuídas nos 12 meses, e a estação seca é curta. Aliando esses fatores ao fenômeno da evapotranspiração, garante-se a umidade constante na região. É o clima predominante no complexo regional Amazônico.
  • Equatorial Semiúmido
Em uma pequena porção setentrional do país, existe o clima equatorial semiúmido, que também é quente, mas menos chuvoso. Isso ocorre devido ao relevo acidentado (o planalto residual norte-amazônico) e às correntes de ar que levam as massas equatoriais para o sul, entre os meses de setembro a novembro. Este tipo de clima diferencia-se do equatorial úmido por essa média pluviométrica mais baixa e pela presença de duas estações definidas: a chuvosa, com maior duração, e a seca.
  • Tropical
Presente na maior parte do território brasileiro, este tipo de clima caracteriza-se pelas temperaturas altas. As temperaturas médias de 18 °C ou superiores são registradas em todos os meses do ano. O clima tropical apresenta uma clara distinção entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão). O índice pluviométrico é mais elevado nas áreas litorâneas.
  • Tropical de Altitude
Apresenta médias de temperaturas mais baixas que o clima tropical, ficando entre 15º e 22º C. Este clima é predominante nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo centro de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e pelas regiões serranas do Rio de Janeiro e Espírito Santo. As chuvas se concentram no verão, sendo o índice de pluviosidade influenciado pela proximidade do oceano.


Características climáticas das Regiões Brasileiras:
  • Região Norte

A maior parte da região apresenta clima equatorial. Caracteriza-se pelo clima quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24º e 26 ºC.

Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual geralmente excede os 3.000 mm.

De Roraima até o leste do Pará as chuvas ocorrem com menor frequência, ficando em torno de 1.500 a 1.700 mm anuais.

O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão/outono, com exceção de Roraima e parte do Amazonas, onde as chuvas ocorrem mais no inverno.
  • Região Nordeste
É uma região de caracterização climática complexa. O clima equatorial úmido está presente em uma pequena parte do estado do Maranhão, na divisa com o Pará; o clima litorâneo úmido ocorre no litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte; o clima tropical está presente nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí; e o clima tropical semiárido ocorre em todo o sertão nordestino.

Quanto ao regime térmico, na região nordeste as temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20º e 28 ºC, sendo que já foram registradas máximas em torno de 40 ºC no Piauí e no sul do Maranhão.

Os meses de inverno apresentam mínimas entre 12º e 16 ºC no litoral, e inferiores nos planaltos, sendo que já foi registrado 1 ºC na Chapada da Diamantina. As chuvas são fonte de preocupação na região, variando de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm anuais.

A precipitação média anual é inferior a 1.000 mm. Além disso, no sertão nordestino o período chuvoso normalmente dura apenas dois meses no ano, podendo eventualmente até não existir, causando as secas.
  • Centro-Oeste

O clima da região é tropical semiúmido, com frequentes chuvas de verão. Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22 ºC e nas chapadas varia de 20º a 22 ºC.

Na primavera/verão, são comuns temperaturas elevadas, sendo que a média do mês mais quente varia de 24º a 26 ºC.

A média das máximas do mês mais quente oscila entre 30º e 36 ºC. No inverno, em virtude da invasão polar, é comum a ocorrência de temperaturas mais baixas. No mês mais frio, a temperatura média oscila entre 15º e 24ºC, enquanto a média das mínimas fica entre 8º a 18ºC.

A pluviosidade média é de 2.000 a 3.000 mm anuais ao norte de Mato Grosso, enquanto no Pantanal mato-grossense é de 1.250 mm. Apesar disso, a região centro-oeste é bem provida de chuvas, sendo que mais de 70% do total de chuvas ocorrem de novembro a março, o que torna o inverno bastante seco.
  • Sudeste

Nesta região, as características climáticas mais fortes são de clima tropical. No litoral, predomina o clima tropical atlântico e, nos planaltos, o tropical de altitude, com geadas ocasionais.

Existe ainda uma grande diversificação no que diz respeito à temperatura. No limite de São Paulo e Paraná, a temperatura média anual situa-se entre 20 ºC, enquanto ao norte de Minas Gerais a média é 24 ºC, e nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18 ºC, devido ao efeito conjugado da latitude com a frequência das correntes polares.

No verão, são comuns médias das máximas de 30 a 32 ºC. No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6º a 20 ºC, com mínimas absolutas de -4 a 8 ºC. Em relação à pluviosidade, a altura anual da precipitação nessas áreas é superior a 1.500 mm, chegando a 2.340 mm no alto do Itatiaia e 3.600 mm na serra do Mar, em São Paulo.

Os menores índices pluviométricos anuais são registrados nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce, em torno de 900 mm.
  • Sul

Com exceção do norte do Paraná, onde predomina o clima tropical, nesta região o clima predominante é o subtropical, responsável pelas temperaturas mais baixas do Brasil.

Na região central do Paraná e no planalto serrano de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o inverno costuma registrar temperaturas abaixo de zero, com o surgimento de geada e até de neve em alguns municípios.

A temperatura média anual situa-se entre 14 e 22 ºC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10 ºC. A média das máximas mantém-se em torno de 24 a 27 ºC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30 e 32 ºC. No inverno, a temperatura média oscila entre 10 e 15 ºC na maior parte da região.

A média das máximas também é baixa, em torno de 20 a 24 ºC nos grandes vales e no litoral, e 16 a 20 ºC no planalto. A média das mínimas varia de 6 a 12 ºC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0 ºC até índices negativos, devido à invasão das massas polares.

Em relação à pluviosidade, a média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná, com valores inferiores a 1.250 mm.












quinta-feira, 27 de março de 2014

O Número de Pessoas que já Viveram

Cerca de 107 bilhões - mais ou menos 16 vezes mais do que a população atual do planeta. O cálculo foi feito pelos pesquisadores do site Population Reference Bureau (www.prb.org), que reúne dados sobre demografia. Os números obviamente são bem aproximados, a começar pelo primeiro ano de vida humana na Terra: por falta de opção melhor, eles assumem que no ano 50000 a.C. havia dois habitantes no planeta - o primeiro homem e a primeira mulher. Daí em diante, a conta é dividida por períodos e se baseia na média de natalidade de cada um. Por exemplo:de 50000 a.C. pulamos para 8000 a.C., quando o homem descobriu a agricultura e a natalidade explodiu. Nesse intervalo, a população passou de 2 para 5 milhões de habitantes, seguindo uma taxa média de natalidade de 80 nascimentos a cada mil habitantes. Nos períodos seguintes a taxa de natalidade foi caindo até chegar aos atuais 23 nascimentos por milhar. Somando todos os períodos o prb.org chegou, em 2002, ao resultado de 106,4 bilhões de pessoas. Acrescentamos a esse número os dados mais recentes da ONU, que dá conta de que, em 2007, atingimos a marca de 6,7 bilhões de habitantes, ou seja, 485 milhões de pessoas a mais do que os 6,215 bilhões que existiam em 2002. Assim chegamos ao total de 106,941 bilhões de habitantes.



EM OUTRAS PALAVRAS...

Ano - 50000 a.C.
População - 2
Nascimentos entre os períodos - -

Ano - 8000 a.C.
População - 5 milhões
Nascimentos entre os períodos - 1 137 789 769

Ano - 1 d.C.
População - 300 milhões
Nascimentos entre os períodos - 46 025 332 354

Ano - 1200
População - 450 milhões
Nascimentos entre os períodos - 26 591 343 000

Ano - 1650
População - 500 milhões
Nascimentos entre os períodos - 12 782 002 453

Ano - 1750
População - 795 milhões
Nascimentos entre os períodos - 3 171 931 513

Ano - 1850
População - 1,265 bilhão
Nascimentos entre os períodos - 4 046 240 009

Ano - 1900
População - 1,656 bilhão
Nascimentos entre os períodos - 2 900 237 856

Ano - 1950
População - 2,516 bilhões
Nascimentos entre os períodos - 3 390 198 215

Ano - 1995
População - 5,760 bilhões
Nascimentos entre os períodos - 5 427 305 000

Ano - 2002
População - 6,215 bilhões
Nascimentos entre os períodos - 983 987 500

Ano - 2007
População - 6,7 bilhões*
Nascimentos entre os períodos - 485 000 000

TOTAL DE NASCIMENTOS ATÉ HOJE - 106 941 367 669


Fonte: Population Reference Bureau
*Estimativa da ONU

quarta-feira, 26 de março de 2014

As Placas Tectônicas

São os gigantescos blocos que compõem a camada sólida externa do nosso planeta, sustentando os continentes e os oceanos. Impulsionadas pelo movimento do magma incandescente no interior da Terra, as dez principais placas se empurram, afastam-se umas das outras e afundam alguns milímetros por ano, alterando suas dimensões e modificando o contorno do relevo terrestre. Esses gigantescos fragmentos atuam como artistas que recriam a paisagem da Terra. Aliás, a palavra tectônica vem de tektoniké, expressão grega que significa "a arte de construir". "Mas é mais correto chamar essas estruturas de placas litosféricas, já que elas se estendem por toda a camada exterior do planeta, a chamada litosfera", diz o geofísico Eder Cassola Molina, da Universidade de São Paulo (USP).

A litosfera possui cerca de 150 quilômetros de espessura, uma ninharia perto dos 6 371 quilômetros necessários para se chegar até o centro do planeta. Cada vez que as enormes placas se encontram, uma grande quantidade de energia, equivalente a milhares de bombas atômicas, fica acumulada em suas rochas. De tempos em tempos, o arsenal é liberado de forma explosiva, através de terremotos que chacoalham o globo - geralmente, nas bordas das placas. Nos limites dos blocos que sustentam oceanos, a trombada subterrânea pode dar origem a vulcões, quando montanhas de rocha derretida aproveitam as fendas para subir por entre as placas.


AS PLACAS TECTÔNICAS

PLACA DO PACÍFICO
A maior placa oceânica - são cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados - está em constante renovação na região do Havaí, onde o magma sobe e cria ilhas vulcânicas. No encontro com a placa das Filipinas, a placa afunda em uma região conhecida como fossa das Marianas, onde o oceano atinge sua profundidade máxima: 11 034 metros;

PLACA DE NAZCA
A cada ano, essa placa de 10 milhões de quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico fica 10 centímetros menor pelas trombadas com a placa sul-americana. Esta, por ser mais leve, desliza por cima da placa de Nazca, gerando vulcões e elevando mais as montanhas dos Andes;

PLACA SUL-AMERICANA
Como o Brasil está bem no meio desse bloco de 32 milhões de quilômetros quadrados, sente pouco os efeitos de terremotos e vulcões. No centro do continente, a placa mede 200 quilômetros de espessura. Na borda com a placa da África, os terrenos mais jovens não passam de 15 quilômetros;

PLACA DA AMÉRICA DO NORTE E DO CARIBE
Com 70 milhões de quilômetros quadrados, engloba toda a América do Norte e Central. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico cria uma fronteira turbulenta: em um dos limites, na Califórnia, está a falha de San Andreas, famosa pelos terremotos arrasadores;

PLACA DA ÁFRICA
No meio do Atlântico, uma falha submersa abre caminho para o magma do manto inferior, fazendo com que esse bloco se afaste progressivamente da placa sul-americana - com quem formava um continente único há 135 milhões de anos - e cresça de tamanho. A tendência é passar os 65 milhões de quilômetros quadrados atuais;

PLACA DA ANTÁRTIDA
A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto de Austrália, África e Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste. O resultado é um bloco que dá suporte à Antártida e a uma parte do Atlântico Sul, em um total de 25 milhões de quilômetros quadrados;

PLACA INDO-AUSTRALIANA
O bloco de 45 milhões de quilômetros quadrados que sustenta a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e a maior parte do oceano Índico ruma velozmente para o norte. Além do subcontinente indiano se chocar com a Ásia, a borda nordeste bate na placa das Filipinas, criando novas ilhas na região turbulenta;

PLACA EURO-ASIÁTICA OCIDENTAL
Sustenta a Europa, parte da Ásia, do Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo. Na trombada com a placa indo-australiana, nasceu o conjunto de montanhas do Himalaia, no sul da Ásia, onde há mais de 100 montanhas com altitudes superiores a 7 mil metros. Sua área total é de 60 milhões de quilômetros quadrados;

PLACA EURO-ASIÁTICA ORIENTAL
Em seu movimento para o leste, esse bloco de 40 milhões de quilômetros quadrados choca-se contra a placa das Filipinas e com a do Pacífico, na região onde fica o Japão. O encontro triplo é tumultuado e dá origem a uma das áreas do globo com maior índice de terremotos e vulcões;

PLACA DAS FILIPINAS
Essa pequena placa de apenas 7 milhões de quilômetros quadrados concentra em seus limites quase a metade dos vulcões ativos do planeta. Colisões com a placa euro-asiática oriental causam terremotos e erupções destruidoras, como a do monte Pinatubo, em 1991, considerada uma das mais violentas dos últimos 50 anos


SAIBA MAIS!


Confira o infográfico com os possíveis danos causados pelos terremotos conforme suas intensidades. A Escala Richter avalia e mede por critérios técnicos em qual grau um terremoto se encontra (não é possível determinar o máximo de graus, ficou estipulado 8 ou mais).




terça-feira, 25 de março de 2014

O Lugar mais Denso do Mundo


É Santa Cruz del Islote, uma ilhazinha situada no Caribe colombiano. Ali vivem cerca de 1250 habitantes em uma área de 10 mil metros quadrados - pouco mais do que um campo de futebol. Isso quer dizer que a densidade demográfica de lá é de 125 mil pessoas por quilômetro quadrado. Para ter uma base de comparação, a cidade de São Paulo tem uma média de pouco mais de 7 mil pessoas por quilômetro quadrado - ou seja, a ilhota colombiana é quase 18 vezes mais densa do que a capital paulista. O lugar é tão apertado que, para caber mais gente, a igreja, o cemitério e o campo de futebol da comunidade ficam na ilha vizinha.

A média de pessoas por casa em Santa Cruz del Islote é de 13 pessoas e a praça central tem míseros 4 metros quadrados - só cabe mesmo a tal cruz que dá nome ao vilarejo. Mas o mais curioso foi um acontecimento recente: para aumentar a área de circulação das pessoas, cujos únicos meios de transporte terrestre possíveis são bicicleta e as próprias pernas, o dono de um bar decidiu se desfazer de uma mesa de sinuca; a comunidade agradeceu.

A densidade média da Terra é de 48 pessoas por km², mas os extremos estão bem longe disso
SANTA CRUZ DEL ISLOTE - O LOCAL MAIS DENSO DO MUNDO
125 MIL HABITANTES POR KM².




OS DEZ PAÍSES/TERRITÓRIOS MAIS POVOADOS*
1. MÔNACO - 21.812 habitantes por km²
2. MACAU, CHINA - 18.195 habitantes por km²
3. HONG KONG, CHINA - 6.421 habitantes por km²
4. CINGAPURA - 6.335 habitantes por km²
5. GIBRALTAR - 4.850 habitantes por km²
6. VATICANO - 1.779 habitantes por km²
7. MALTA - 1.274 habitantes por km²
8. BERMUDA - 1.210 habitantes por km²
9. BANGLADESH - 1.064 habitantes por km²
10. BAHREIN - 1.044 habitantes por km²
Se Mônaco tivesse o tamanho de um campo de futebol, haveria 152 pessoas dentro dele.

OS DEZ PAÍSES/TERRITÓRIOS MENOS POVOADOS*
253. MAURITÂNIA - 2,88 habitantes por km²
254. ISLÂNDIA - 2,87 habitantes por km²
255. SURINAME - 2,76 habitantes por km²
256. AUSTRÁLIA - 2,62 habitantes por km²
257. NAMÍBIA - 2,45 habitantes por km²
258. GUIANA FRANCESA - 2,13 habitantes por km²
259. SAARA OCIDENTAL - 1,65 habitante por km²
260. MONGÓLIA - 1,64 habitante por km²
261. ILHAS MALVINAS - 0,24 habitante por km² ou 4 km² pra cada habitante
262. GROENLÂNDIA - 0,026 habitante por km² ou 40 km² para cada habitante
Na Groenlândia, há o equivalente a 5.714 campos de futebol para cada habitante
* DADOS DEMOGRÁFICOS DE 262 PAÍSES E TERRITÓRIOS DA ONU DE 2008

Povos sem País

Povos - grupos de indivíduos que são originários de uma mesma região, falam o mesmo idioma e têm costumes, hábitos,história, tradições e cultura em comum. Em geral esses povos não possuem hoje o próprio país por serem minorias étnicas na área que habitam, sendo submetidos a poderosas forças políticas ou militares, que representam interesses contrários à sua autonomia.


MAIORES POVOS SEM NAÇÃO

1. Curdos
POPULAÇÃO - 36 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 191 mil km²(equivalente ao Paraná)
QUEM SÃO - Descendentes de tribos nômades que viviam ha 3 mil anos nas montanhas do que são hoje Turquia, Irá e fraque. Apesar de ocuparem por séculos a mesma região, nunca tiveram um pais, mantendo-se sob domínio político e militar de outros povos.
SITUAÇÃO ATUAL - Na Turquia, onde vive a maioria do povo curdo, seu idioma é proibido e cerca de 10 mil deles estão presos por motivos políticos. Na década de 1990, milhares de curdos foram mortos por armas químicas lançadas pelo ex-ditador Saddam Hussein no fraque. Apos a queda dele, a situação do povo no país melhorou.

2. Tibetanos
POPULAÇÃO - 6,2 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 1,2 milhão de km² (equivale ao Pará)
QUEM SÃO - Descendentes de pastores que vivem na região noroeste do que e hoje à China há 2 200 anos, os tibetanos costumavam viver numa sociedade semifeudal dominada pela classe de sacerdotes budistas. Desde o século 13, o povo sofre a dominação de outros inimigos. Em 1990, o Tibério foi invadido pela China, sendo ocupado e anexado em seguida. Para contrabalançar a demografia da região, o governo de Pequim enviou mais de 6 milhões de chineses para viver no Tibete.
SITUAÇÃO ATUAL - A china continua a reprimir as atividades políticas e religiosas e região, que tem passado por rebeliões esporádicas, sempre duramente combatidas por Pequim.

3. Palestinos
POPULAÇÃO - 5,3 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 6 mil km² (equipamento ao Distrito Federal)
QUEM SÃO - Os palestinos são descendentes dos filisteus, povo que chegou ao Oriente Médio há 14 mil anos — época em que explodiram os primeiros confrontos com israelitas, que também habitavam a região. Submetidas ao Império Otomano e depois pelos britânicos, os palestinos perderam a chance da independência em 1948: com a de Israel, boa parte de seu território foi ocupado pelo novo país.
SITUAÇÃO ATUAL - Em 1994 foi estabelecida a Autoridade Palestina, um governo semi-autônomo que obteve controle sobre partes do antigo território. Os palestinos moderados defendem a ampliação da autonomia e a convivência com os israelenses. Os radicais exigem a destruição de Israel.

4. Ciganos
POPULAÇÃO - 5 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - Nenhum
QUEM SÃO - Originário do norte da Índia, de onde saíram por volta do século 11, os ciganos espalharam-se pelo mundo. Hoje, habitam praticamente todos os país do Ocidente. Nômades sem reivindicação territorial, eles têm sido vitimas de preconceito cultural, repressão política e até mesmo campanhas de extermínio. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os nazistas mataram pelo menos 400 mil deles.
SITUAÇÃO ATUAL - Resistindo a integrar-se à sociedade, eles procuram manter seus costumes nômades tradicionais. As perseguições são coisa do passado na maior parte do mundo. O preconceito cultural e a discriminação não são mais tão efetivas.

5. Bascos
POPULAÇÃO - 2,1 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 234 km² (1,2 vez o território do Distrito Federal)
QUEM SÃO - A tribo dos Vascones antepassados dos bascos atuais, vivia em áreas que hoje fazem parte da Espanha e da França há pelo menos 2 mil anos. Depois de resistir a diversas invasões estrangeiras, eles foram incorporados em sua maioria ao território espanhol e, no século 20, sofreram intensas perseguições durante o governo do ditador Francisco franco, a quem se opuseram inclusive com luta armada
SITUAÇÃO ATUAL - Após a morte de Franco e a redemocratização da Espanha, na década de 1970, os bastos obtiveram mais liberdade e certa autonomia política. Mas isso não apaziguou os movimentos separatistas mais radicais, que continuam com seus atentados.

6. Chechenos
POPULAÇÃO - 1,2 milhões
TERRITÓRIO REIVINDICADO - 15 800 km² (três vezes o território do Distrito Federal)
QUEM SÃO - Em sua maioria muçulmanos os chechenos originam-se de tribos que vivem há séculos nas montanhas da região do Cáucaso. Entre as décadas de 1830 e 1850, eles opuseram feroz resistência armada às conquista que a Rússia fazia naquela área. Como fim da União Soviética, em 1991, a região virou república independente. Mas, em dezembro de 1994, a Rússia invadiu a Chechênia, causando uma guerra com cerca de 100 mil mortes.

SITUAÇÃO ATUAL - As tropas russas têm controle das principais cidades. Mas a rebelião contra sua presença prossegue com atentados e violência.

sábado, 22 de março de 2014

Conheça a Escala Richter e Escalas de Outros Fenômenos Naturais

Pode até soar assustador, mas, matematicamente, ela não tem limite. Na prática, o maior terremoto registrado aconteceu no Chile, em 1960, e chegou a 9,5 graus nessa medição. O abalo foi provocado pelo contato entre placas tectônicas ao longo de 965 km da costa chilena, mas como essa zona de atrito poderia ser maior, os graus podem subir indefinidamente. "Medimos sismos há pouco tempo (desde 1900) para estabelecer esse valor máximo", afirma Afonso Vasconcelos, professor de geofísica da USP. Em 1998, cientistas detectaram um terremoto no Sol com magnitude equivalente a 11,3 graus. Na Terra, um sismo dessas proporções chacoalharia o chão 90 vezes mais do que no tremor chileno.

MEDIDAS DRÁSTICAS

Conheça outras escalas usadas para medir fenômenos (e seus estragos)
SEGURA A ONDA
ESCALA Beaufort
CRIAÇÃO 1805
Mede a velocidade de ventos em terra firme, mas foi feita para ajudar navegantes. Quando o mar parece um espelho, registra-se o nível mais baixo. Já no estágio máximo, o 12, as ondas têm mais de 14 m e a visibilidade é nula por causa da espuma e dos borrifos d'água. No nível 9, que você confere na figura, os ventos ficam entre 76 e 87km/h

CALADA NOITE PRETA
ESCALA de Brote
CRIAÇÃO 2001
Mede a escuridão da noite e a visibilidade das estrelas. Começa pelo paraíso dos observadores: céu bem escuro e só a luminosidade natural da atmosfera. No último nível (9), fica a cidade grande, com poucos astros visíveis. Aqui, retratamos o nível 5: mesmo com alguma claridade, dá para ver a Via Láctea no horizonte

INSÍPIDA, INODORA... E SÓ
ESCALA Forel-Ule
CRIAÇÃO 1889
Esta serve para classificar a cor da água, indicando sua qualidade e os materiais dissolvidos nela. A medição é feita pela comparação do líquido testado com pequenos vidros de água colorida, que variam do azul ao marrom, passando por tons de verde e amarelo. Entre as 21 cores usadas, um mar azul como este entra no patamar 6

DE GRÃO EM GRÃO
ESCALA de Wentworth
CRIAÇÃO 1922
Existe medição até para tamanho de partículas. A tabela vai de grãos que medem no máximo 4 micrômetros (argila) até os que passam de ínfimos 256 milímetros (matacão). A areia, por exemplo, fica no nível 3, entre 60 micrômetros e 2 mm

É O ARMAGEDOM
ESCALA de Turim
CRIAÇÃO 1999
Categoriza o risco de colisão entre um asteroide (ou cometa) e a Terra. Impactos muito
improváveis são indicados pela cor branca. No extremo oposto está o vermelho, só para
desastres certos, que ameaçariam o futuro da civilização. Mas fique tranquilo: uma catástrofe dessas acontece só uma vez a cada 100 mil anos

E O VENTO LEVOU
ESCALA de Fujita
CRIAÇÃO 1971
Avalia os estragos de um tornado. Vai do F0, com ventos que não passam de 117 km/h, ao F5, com intensidade suficiente para levantar carros e destruir prédios. Como o tamanho não determina a intensidade, é possível que um tornado F3 (como este da ilustra) seja pequeno e potente, chegando a arrancar árvores do chão

ABALOU BANGU
ESCALA de Mercalli
CRIAÇÃO 1902
Também ligada aos terremotos, ela quantifica o estrago causado pelotremor. Enquanto a Richter é mais científica, esta guia-se pela mera observação. Vai do sismo que nem é sentido (nível I) à destruição total (nível XII). O tremor de 7 graus que atingiu o Haiti, em janeiro do ano passado, ultrapassou o nível X. Nesta ilustração, você confere o nível VII

PERIGO RADIOATIVO
ESCALA Internacional de Eventos Nucleares
CRIAÇÃO 1990
Define a gravidade de uma catástrofe nuclear, na própria usina ou durante o transporte ou utilização da radiação. O primeiro grau classifica um pequeno contato com o material atômico. Já o pior nível, o 7, equivale ao desastre de Chernobyl, na ex-URSS, que expôs 8,4 milhões de pessoas à radiação só na principal região afetada, em 1986
Com 2,7% de chance de bater na Terra, o asteróide Apophis chegou ao nível amarelo da tabela, patamar mais alto já registrado