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domingo, 8 de março de 2015

A Lua Azul



É o nome que os astrônomos dão a uma situação curiosa: a ocorrência de duas luas cheias em um mesmo mês. Parece estranho, mas isso é possível porque o mês terrestre tem em média 30,5 dias, enquanto o tempo que nosso satélite leva para girar em torno do planeta é de 29,5 dias. Essa diferença, além de fazer com que as fases da Lua não caiam sempre no mesmo dia, origina a lua azul.

Nos países de língua inglesa, o fenômeno inspirou a popular expressão once in a blue moon ("uma vez a cada lua azul") - algo como o nosso "só no dia de São Nunca". Mas, ao contrário do que sugere o ditado, a lua azul não é um fenômeno tão raro assim. A última aconteceu em novembro de 2001 e a próxima será em julho de 2004. E assim por diante, sempre com um intervalo médio de dois anos e meio entre as ocorrências.

Nessas condições, nosso satélite continua prateado como sempre. "Mas a Lua pode parecer azulada quando o céu tem grande quantidade de partículas suspensas, capazes de interferir na refração da luz.
Foi o que aconteceu quando o vulcão Krakatoa entrou em erupção na Indonésia, em 1883, lançando toneladas de fuligem na atmosfera", afirma o astrônomo Rundsthen Vasques de Nader, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Os Anéis de Saturno



Até hoje os cientistas não sabem ao certo qual a origem dos gigantescos anéis, mas algumas teorias tentam explicar o surgimento deles. A principal aponta que os anelões, descobertos em 1610 pelo italiano Galileu Galilei (1564-1642), seriam restos de uma lua de Saturno, destruída após a colisão com outro corpo celeste, ou pedaços de um cometa que se aproximou do planeta e fragmentou-se antes de atingi-lo. Se o evento inicial ainda é um mistério, o processo de formação dos anéis já é mais conhecido. Seja como for, desde que foram avistados pela primeira vez, eles atraem a atenção da comunidade científica por sua beleza e peculiaridade, que confere a Saturno um perfil único no sistema solar. Embora Júpiter, Urano e Netuno também tenham anéis, eles são menos numerosos e bem mais tênues do que os de Saturno.



ORIGEM OBSCURA

Anelões podem ser fragmentos de uma lua ou de um corpo celeste intruso...
Há milhões de anos, um imenso corpo celeste de cerca de 200 quilômetros de diâmetro se fragmentou nos arredores de Saturno. Acredita-se que tenha sido uma lua do próprio planeta - destruída após chocar-se com outro astro qualquer - ou um cometa que se despedaçou ao aproximar-se de Saturno.

Ocorre que, em torno dos planetas, há uma "fronteira" conhecida como limite de Roche, que é a distância máxima que um astro pode se aproximar de um planeta e manter-se intacto. Quando um corpo ultrapassa essa fronteira, ele se desintegra. Nossa Lua, por exemplo, só não racha por estar fora do limite de Roche da Terra.

A fragmentação se dá por causa de um efeito secundário da força da gravidade, um fenômeno conhecido como força de maré - embora não seja forte o suficiente para atrair o corpo até a superfície, ela é capaz de estilhaçar cometas, asteroides e até estruturas maiores, como satélites.

Ao longo de milhares de anos, os fragmentos maiores teriam adquirido velocidades diferentes e continuado a se chocar entre si, gerando uma grande fragmentação que acabou ocupando todo espaço disponível ao redor.

Os estilhaços se agruparam em sete grandes anéis, batizados pelas letras D, C, B, A, F, G e E - do mais próximo (D, a 68 mil quilômetros do planeta) ao mais distante (E, a 180 mil quilômetros). Eles foram nomeados alfabeticamente pela ordem em que foram descobertos (A foi o primeiro) e subdividem-se em milhares de outros anéis mais finos.

A relativa estabilidade da órbita dos anéis se dá graças aos satélites de Saturno dos quais eles estão próximos e cuja força gravitacional ajuda a manter os anelões unidos. O planeta possui nada menos que 60 luas conhecidas.

Os anéis são separados por espaços. É o caso da Divisão de Cassini, um buracão de 4,7 mil quilômetros de largura entre os anéis B e A, assim nomeado em homenagem a seu descobridor, o astrônomo francês Jean Dominique Cassini (1625-1712). Acredita-se que o efeito gravitacional da lua Mimas é que mantenha essa lacuna entre os anéis.

Com o tempo - e em virtude das sucessivas colisões e da diferença de velocidade entre as partículas -, os anéis foram se moldando até chegar a uma inclinação próxima do zero, permanecendo em órbita na linha do "Equador" de Saturno.

Atualmente, os anéis são formados por fragmentos de poeira, rocha e gelo, cuja dimensão varia de um grão de areia ao tamanho de uma casa. Embora os anelões sejam imensos - o mais externo, por exemplo, tem cerca de 300 mil quilômetros de largura -, sua espessura não ultrapassa algumas centenas de metros.


CURIOSIDADES

- Sua atmosfera é composta sobretudo de hidrogênio misturado a pequenas quantidades de hélio e metano;
- A camada mais externa do planeta é constituída de hidrogênio gasoso;
- Há uma porção formada por hidrogênio líquido fundido a elevadas temperaturas. Em seguida vem uma camada de hidrogênio metálico. O núcleo é formado por uma densa "sopa gelada" de rocha, gelo e outros compostos como sulfeto e óxido de ferro;
- Sexto planeta a partir do Sol, Saturno é o segundo maior do sistema solar, com uma circunferência equatorial de 378,6 mil quilômetros (cerca de dez vezes a da Terra);
- Apesar de gigantesco, Saturno é o único planeta do sistema solar menos denso do que a água. Se fosse mergulhado em um oceano gigante, ele flutuaria!


Se A Terra Parasse de Girar...

Todas as construções desabariam. E não só os prédios - todas as pessoas, árvores, carros e animais também sairiam voando pela tangente, desabariam sobre a superfície e se quebrariam em pedacinhos. Isso aconteceria por causa de um fenômeno da física chamado inércia dos corpos: tudo que existe na Terra, inclusive o ar, gira junto com o planeta. Por isso, se o globo parasse subitamente de rodar, esses corpos, por inércia, tenderiam a manter sua trajetória com a mesma velocidade. É o que acontece em um acidente automobilístico, por exemplo. Se um carro bate em um poste, todos os ocupantes são projetados para a frente. Imagine o resultado de um tranco da Terra, cuja velocidade de rotação é de 1 675 quilômetros por hora na altura da linha do Equador (nos polos ela é mais lenta). O pior é que depois da interrupção seria provavelmente impossível continuar vivendo aqui. Sem a rotação, o lado do planeta que ficasse virado para o Sol se transformaria num deserto com temperaturas altíssimas, e o outro lado, sempre no escuro, seria tão frio que uma crosta de gelo seria formada rapidamente. Se isso acontecesse, todos os tipos de vida seriam extintos. Sem falar que a diferença térmica entre os dois lados provocaria ventanias terríveis.


segunda-feira, 31 de março de 2014

O Maior Astro do Universo

É a estrela VY Canis Majoris, com cerca de 2,7 bilhões de km de diâmetro, ou seja, mais de 3 milhões de vezes maior do que o Sol.

No entanto, utilizar o termo "astro" para falar de planetas, estrelas, meteoros e outras estruturas que compõem o Universo é impreciso cientificamente, segundo Enos Picazzio, do Instituto de Geofísica da USP. Além disso, o astrônomo explica que "há estruturas espaciais muito maiores, como as galáxias, que são aglomerados de estrelas, e os superclusters (agrupamentos de galáxias)".



TERRA
Diâmetro - 12,7 mil km
Quinto maior planeta do sistema solar, o diâmetro da Terra foi calculado pela primeira vez pelo grego Eratóstenes, em 250 a.C., por meio de relações matemáticas. Hoje, essas medidas, cada vez mais precisas, são obtidas por meio de equipamentos especiais e satélites.

SOL
Diâmetro- 1,39 milhão de km
A maior estrela do Sistema Solar é café pequeno perto de outras vizinhas luminosas, mesmo dentro da nossa galáxia, a Via Láctea. Ainda assim, é quase 12 mil vezes maior que a Terra e contém cerca de 98% da massa total do nosso sistema planetário.

RIGEL
Diâmetro - 101,5 milhões de km
A estrela mais brilhante do Universo tem 73 vezes o diâmetro do Sol. Por ser jovem, essa supergigante azul ainda tem muito hidrogênio para queimar e, por isso, irradia uma luz muito intensa. Pela distância em relação à Terra, porém, é apenas a sexta mais luminosa no céu.

VY CANIS MAJORIS
Diâmetro - 2,7 bilhões de km
Registrada pela primeira vez em 1801, foi medida em 2006 por cientistas da Universidade de Minnesota, que utilizaram o telescópio Hubble. A maior estrela já identificada emite tanta energia que a estimativa é de que ela "morra" daqui a 3,2 mil anos, em uma explosão.

quarta-feira, 26 de março de 2014

A Água do Mar e sua Salinidade

Durante centenas de milhões de anos, a chuva foi formando os rios - que, por sua vez, dissolveram rochas de diferentes períodos geológicos, nas quais o sal comum, cloreto de sódio (NaCl), é encontrado em abundância.

Como todos os cursos d’água correm para o oceano, os mares ficam com quase todo o sal dissolvido nesse processo. Além disso, as partículas de cloro e de sódio suspensas na atmosfera também são levadas pela chuva, completando o processo. Ainda assim, a salinidade de uma massa de água depende principalmente de sua taxa de evaporação, que acaba determinando a concentração do sal. É por isso que lagos e açudes podem tornar-se salgados em regiões de muito calor, como ocorre no Nordeste brasileiro.

  • Os mares equatoriais são mais salgados que os polares;
  • Os mais salgados do planeta são o Mar Morto, no interior da Ásia, e o Mediterrâneo;
  • O menos salgado é o Mar Báltico, no norte da Europa, que, por causa do seu baixo teor de sal, chega a ficar congelado durante o inverno.


DINÂMICA DO PROCESSO DE SALINIZAÇÃO


1. Para entender por que o mar é salgado, é preciso entender algumas curiosidades do ciclo da água. No nosso planeta, 84% do total da água evaporada em direção à atmosfera sai dos oceanos. No entanto, por causa da ação dos ventos, apenas 77% do total de água que retorna à superfície em forma de chuva cai sobre esses mesmos oceanos;

2. Com os rios, a proporção é diferente: eles contribuem com 16% da água evaporada no planeta, mas recebem 23% das chuvas. Ou seja, os rios recebem mais água do que perdem, exatamente o contrário do que ocorre nos oceanos. Para manter o sistema em equilíbrio, os rios correm para o mar

3. Quando percorrem os continentes, as águas dos rios carregam íons — átomos ou conjunto de átomos "loucos" para se ligarem com outros íons — de cloro e de sódio. Esses íons se soltam das rochas nos leitos dos rios e se unem formando o cloreto de sódio, o sal de cozinha, que é levado junto com a água dos rios até o mar;

4. Como o sal não evapora com a água, toda essa substância carregada pelos rios do planeta vai se acumulando nos mares. A repetição desse processo ao longo de centenas de milhões de anos de formação da Terra aumentou a concentração do cloreto de sódio nos oceanos, tornando-os salgados como são hoje em dia.

terça-feira, 25 de março de 2014

A Origem da Lua

A Terra de 4,5 bilhões de anos atrás era o próprio inferno. Na sua superfície, só rochas e muita lava. A água líquida, base para a vida, só surgiria após centenas de milhões de anos. A fina atmosfera de então, formada por metano e amônia, seria fatal para os seres humanos. Um pedaço desse planeta ainda inóspito daria origem à Lua.


CRONOLOGIA

1. Nessa época da Terra infernal, o sistema solar era jovem e instável, por isso aconteciam muitas colisões entre astros enormes, como planetas em formação. Um deles, que tinha cerca de metade do tamanho do globo terrestre, chocou-se contra a massa rochosa do nosso planeta. Com a batida, o astro intruso se espatifou e a Terra perdeu parte de sua superfície;

2. A explosão formou uma quantidade de estilhaços com pelo menos o dobro da massa da Lua atual. Os pedaços do planeta intruso que estavam mais distantes da órbita terrestre escaparam para o espaço. Mesmo assim, metade dos estilhaços ainda sobrou como matéria-prima para formar o novo satélite;

3. Os estilhaços que estavam mais próximos da Terra foram atraídos pela gravidade e caíram no planeta, ajudando a reconstruir a camada externa do globo. Os restos rochosos que dariam origem à Lua se juntaram como uma espécie de anel em torno do Equador terrestre. Por lá, a velocidade de rotação do planeta é mais rápida, o que fez com que as partículas se aglutinassem naquela região;

4. Alinhados junto ao Equador, os estilhaços se uniram pela força de gravidade, formando a Lua. Os astrônomos estimam que esse processo de parto lunar deve ter sido bem rápido, levando no máximo 100 anos. Logo após seu nascimento, o satélite estava a apenas 25 mil quilômetros de distância da Terra. Hoje, a distância média gira em torno de 380 mil quilômetros.


SAIBA MAIS!

Desde sua formação, a Lua gera efeitos importantes na vida da Terra. Na época de sua criação, o satélite exercia uma atração gravitacional tão grande sobre a rotação do planeta que fazia os nossos dias durarem apenas cinco horas. Em alguns bilhões de anos, quando a órbita lunar se estabilizar, os dias durarão um mês. A Lua ainda é o grande astro responsável pelas marés oceânicas e pela variação do nível do mar na Terra.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Ácidos do Cotidiano

1.ÁCIDO NÍTRICO (HNO3)

Este ácido é muito fabricado e utilizado na indústria química. Serve pata fazer explosivos como a nitroglicerina (dinamite), trinitrotolueno (TNT), trinitrocelulose (algodão pólvora), salitre (nitrato de sódio e nitrato de potássio) e pólvora negra (salitre + carvão + enxofre).

2.ÁCIDO ACÉTICO (CH3COOH)

Ácido orgânico presente no vinagre. É muito utilizado para temperar saladas e maioneses.

3.ÁCIDO CARBÔNICO (H2CO3)
Ácido inorgânico presente em refrigerantes gaseificados. É formado através da reação de gás carbônico com água, deixando a bebida mais refrescante.

4.ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)
Este ácido é um fármaco muito conhecido como aspirina. Sua obtenção é feita a partir do ácido da casca do salgueiro. Já na Antiguidade, aliviava a dor e a febre. 
Hoje, sabe-se que a aspirina diminui a febre, a dor e inflamações.