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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Todas as Moedas Brasileiras

Desde a independência, em 1822, o Brasil teve 9 moedas. A primeira, que já circulava por aqui no início da nossa colonização, foi o réis, nome derivado do real, a unidade monetária de Portugal nos séculos 15 e 16. O país só conheceria sua segunda moeda oficial em 1942, quando entrou em cena o cruzeiro. A partir daí, devido aos problemas da economia brasileira, as mudanças não pararam mais até 1994, ano de estréia do real. "Alterações freqüentes não são algo natural e desejável. Menos ainda quando se considera a moeda como ela deve ser: um símbolo nacional e fator de credibilidade", afirma o economista Joéton Gomes de Ornelas, do Museu de Valores do Banco Central, em Brasília.
As várias mudanças foram determinadas pela persistência da inflação elevada, que deteriorava rapidamente as moedas em circulação, forçando o governo a trocar a unidade monetária de tempos em tempos. Os famosos cortes de zero na passagem de uma moeda para outra também simplificavam a vida das pessoas. Afinal, se ainda usássemos a mesma unidade monetária dos anos 80, por exemplo, você teria que pagar alguns bilhões de cruzados para comprar um simples refrigerante.


Século 19
Moeda: Réis
Símbolo: Rs e $
Essa moeda já circulava no Brasil desde a época da colonização. Quando veio a independência, em 1822, o réis foi mantido como nossaunidade monetária

Anos 40
Moeda: Cruzeiro
Símbolo: Cr$
Entrou em vigor no dia 1º de novembro de 1942; mil réis passaram a valer 1 cruzeiro (Rs 1$000 = Cr$ 1). Em 1964, uma pequena mudança: ocruzeiro perdeu os centavos

Anos 60
Moeda: Cruzeiro novo
Símbolo: NCr$
Fez sua estréia no dia 13 de fevereiro de 1967; na ocasião, mil cruzeiros passaram a valer 1 cruzeiro novo (Cr$ 1 000 = NCr$ 1)

Anos 70
Moeda: Cruzeiro
Símbolo: Cr$
Em 15 de maio de 1970, sai o "novo" do nome da moeda, que voltou a ser só cruzeiro; não houve corte de zeros; 1 cruzeiro novo passou a valer 1 cruzeiro (NCr$ 1 = Cr$ 1)

Anos 80
Moeda: Cruzado
Símbolo: Cz$
Um pacote econômico divulgado pelo governo lançou o cruzado em 28 de fevereiro de 1986; mil cruzeiros passaram a valer 1 cruzado (Cr$ 1 000 = Cz$ 1)

Anos 80
Moeda: Cruzado novo
Símbolo: NCz$
Após menos de três anos, novo corte de zeros com o surgimento do cruzado novo em 16 de janeiro de 1989; mil cruzados passaram a valer 1 cruzado novo (Cz$ 1 000 = NCz$ 1)

Anos 90
Moeda: Cruzeiro
Símbolo: Cr$
O velho cruzeiro é ressuscitado em 16 de março de 1990, mas dessa vez a mudança não implica corte de zeros; 1 cruzado novo passou a valer 1 cruzeiro (NCz$ 1 = Cr$ 1)

Anos 90
Moeda: Cruzeiro real
Símbolo: CR$
Em outra troca recorde, é criado o cruzeiro real em 1º de agosto de 1993; com a nova mudança, mil cruzeiros passaram a valer 1 cruzeiro real (Cr$ 1 000 = CR$ 1)

Anos 90
Moeda: Real
Símbolo: R$
A atual moeda, o real, surge em 1º de julho de 1994; 2 750 cruzeiros reais equivaliam a uma Unidade Real de Valor (URV), que valia 1 real (CR$ 2 750 = URV 1 = R$ 1)


EXEMPLARES 




sexta-feira, 6 de março de 2015

O Holocausto Brasileiro

O MANICÔMIO DE BARBACENA


Na cidade mineira de Barbacena, no ano de 1903, foi construído um manicômio, que tinha capacidade para abrigar 200 pacientes com problemas psiquiátricos. O local, conforme o tempo foi passando, começou a abrigar mais e mais pessoas.

Contudo muitos pacientes sem problemas mentais acabavam sendo internados. Pessoas de influência, como políticos, delegados e outros, começaram a determinar que gente sã fosse internada. Assim o local ficou superlotado, cheio de pessoas sem doença alguma, mas que acabavam ficando presas por ordens de outros.


O HOLOCAUSTO


Nos seus piores dias, o manicômio chegou a abrigar mais de 5 mil pessoas. Mulheres, homens e crianças viviam sem nenhum tipo de separação. Muitos não tinha roupas para vestir. Todos os dias, as 5 hora da manhã, todo mundo tinha que acordar, depois de passar a noite em um sala com centenas de pessoas e sem camas.

Até as 7 horas da noite, todos os pacientes ficavam, obrigatoriamente, no pátio exterior, passando fome e frio. Pela falta de roupas e inexistência de separação de sexo, o lugar era promíscuo, com pessoas transando no meio de todo mundo, outras fazendo suas necessidades pelo pátio e brigas até a morte eram comuns.


Como praticamente não existia alimentação, muitas pessoas comiam ratos, pombos e qualquer coisa que pudessem encontrar. Água de esgoto era bebida e calcula-se que, na pior época desse local, mais de 10 pessoas morriam todo dia, isso incluía crianças, homens, mulheres…

Os empregados, que cuidavam do local, abusavam dos pacientes, estuprando mulheres e mal tratando homens. Além disso, os trabalhadores lucravam com a morte. No registro do manicômio foram encontrados dados relativos a venda de quase 2 mil corpos para faculdades de medicina, totalizando um montante, que nos valores de hoje, ficaria perto dos 600 mil reais.


MORTES


Mais de 70% das pessoas que iam parar nesse manicômio não tinham nenhum problema mental. Elas eram, na verdade, enviadas por outros motivos e normalmente morriam lá dentro. Em alguns casos gays e negros eram jogados nesse local, por não se encaixarem na sociedade da época.



Pelos registros e dados recolhidos em entrevistas e investigações, acredita-se que mais de 60 mil pessoas tenham sido mortas entre 1903 e 1980 no manicômio de Barbacena. A esmagadora maioria era de “pacientes” que não eram doentes mentais.

E, até hoje em dia, ninguém foi culpado ou está sendo investigado pelos gigantescos crimes feitos no local, que ainda está aberto.

O Brasil, mesmo que pouco divulgado, também tem suas histórias macabras e crimes inimagináveis.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Origem do Vestibular



ORIGEM

O vestibular foi criado no Brasil em 1911, por um político chamado Rivadávia da Cunha Corrêa. Na época, ele era ministro da Justiça e dos Negócios Interiores e decidiu fazer um exame para selecionar quem poderia entrar nas universidades públicas. Antes de 1911, só entravam nessas universidades estudantes vindos de colégios tradicionais, como o Dom Pedro II, do Rio de Janeiro.

O problema é que o número de candidatos ao ensino superior começou a ultrapassar o número de vagas nas universidades - situação que foi piorando ano após ano e permanece até hoje. E, se você acha os exames atuais pauleiras, saiba que nos primeiros vestibulares os alunos faziam, além dos testes escritos, exames orais!

As provas variavam de faculdade para faculdade, mas continham quase sempre duas grandes matérias: línguas (português e uma língua estrangeira) e ciências (o equivalente hoje a matemática, física e química).

Para complicar ainda mais as coisas, nas primeiras décadas em vigor, os testes do vestibular tinham questões que abordavam não só o que os alunos haviam aprendido até o colegial como ainda conteúdos relativos ao primeiro ano da faculdade.

 E como os candidatos a calouro se viravam? Pois, é, eles acabavam recorrendo a aulas especiais, o que provocou o surgimento dos cursinhos. Os primeiros exames unificados - uma só prova que valia a entrada em várias faculdades - começaram a surgir na década de 1960. O Cecem, por exemplo, realizava as provas de faculdades de medicina do estado de São Paulo; já o Cecea organizava os exames das faculdades de humanas na mesma região.

A disputada e temida Fuvest, maior vestibular do Brasil hoje em dia, surgiu em 1976, e na época selecionava candidatos às três universidades públicas do estado de São Paulo: USP, Unesp e Unicamp.


VESTIBULAR EM OUTROS PAÍSES

a. Nos Estados Unidos, o estudante presta um teste chamado SAT. O resultado é anexado ao histórico e currículo escolares e enviado para as universidades em que ele deseja estudar, dizendo os cursos que escolheu. As instituições se baseiam nesses dados — e às vezes também em cartas de recomendação e dissertações — antes de responder se aceitam ou não o aluno. Critérios como o talento esportivo ou musical também podem contar pontos extras;

b. Os estudantes da Alemanha passam pelo Abitur, que engloba exames orais e escritos, no final do colegial. Os assuntos exigidos nas provas variam de acordo com a especialização escolhida pelo estudante durante os seus últimos três anos de ensino médio. Os melhores classificados garantem as vagas nas melhores faculdades. O Abitur também é usado na Finlândia;

c. Na Argentina, os calouros entram automaticamente na universidade e freqüentam um ciclo básico de estudos. Mas somente quem é aprovado nesse ciclo segue os estudos no curso superior. Esse modelo de ciclo básico vale para o ingresso nas faculdades públicas. Nas particulares, o processo varia de uma instituição para outra;

d. No Japão, os candidatos às universidades públicas têm de passar primeiro por um teste de conhecimentos gerais. Depois, caso aprovados, devem fazer uma redação e uma entrevista pessoal com a comissão de seleção da universidade. Nesse processo, até exames de saúde em dia contam pontos a favor do candidato.
e. Todas as alternativas anteriores estão corretas.

sábado, 29 de março de 2014

A Coluna Prestes


Foi uma espécie de passeata de longa duração, realizada por políticos e militares brasileiros entre os anos de 1924 e 1927. Em suas marchas pelo país, os integrantes da coluna combatiam o governo do então presidente Arthur Bernardes e de seu sucessor, Washington Luís. Além disso, defendiam o voto secreto e a obrigatoriedade do ensino primário para toda a população, entre outros objetivos. Esses eram os ideais, digamos, positivos do movimento. Mas ele também tinha um caráter golpista e elitista, ao contrário do que muitos imaginam. Para compreender as motivações dos revoltosos, é preciso lembrar um pouco da política da época. O presidente Arthur Bernardes (1922-1926) governou o país em constante estado de sítio, apoiado por lideranças rurais, em um sistema que isolava politicamente os grupos urbanos. Diante desse quadro, a classe média em ascensão - militares, funcionários públicos, pequenos proprietários e trabalhadores em geral - começou a reivindicar sua fatia no bolo. O clima de tensão culminou no tenentismo, movimento que promoveu vários levantes contra o governo, como o ocorrido em São Paulo em julho de 1924. O golpe liderado pelo tenente-coronel Isidoro Dias Lopes, da Força Pública Estadual - a polícia militar da época - foi escorraçado por tropas federais. "Os rebeldes juntaram-se aos tenentes do Rio Grande do Sul, que em 29 de outubro, sob o comando do capitão Luiz Carlos Prestes, amotinaram várias unidades militares naquele estado. Paulistas e gaúchos deram início, então, à marcha que ficou conhecida como a Coluna Prestes", diz a historiadora Marly de Almeida Gomes Vianna, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Em seu percurso, os rebeldes realizaram uma campanha de propaganda política, mas não conseguiram derrubar o governo.

TRECHOS DA MARCHA

COMBATENTES DA COLUNA




Do sul ao nordeste, a coluna atravessou o país. Mas seus líderes acabaram no exílio

PARTICIPANTES
O número de participantes na Coluna Prestes oscilou muito. Alguns grupos aderiam à coluna devido a algum interesse específico, mas se desligavam em seguida. O efetivo também incluía mulheres, ainda que em número reduzido. Em seu auge, durante a passagem pelo atual Mato Grosso do Sul, a marcha tinha cerca de 1 500 pessoas;

QUARTEL-GENERAL
Os revoltosos em retirada entraram no Paraná e, no início de 1925, reuniram-se com a tropa do capitão Luís Carlos Prestes, que havia partido do Rio Grande do Sul. A coluna estabeleceu seu quartel-general em Foz do Iguaçu, mas teve de fugir devido à perseguição liderada pelo general Cândido Rondon;

A ÚLTIMA VOLTA
Entre fevereiro e março de 1927, após atravessar o Pantanal, uma parte do grupo chegou ao Paraguai, enquanto o restante foi para a Bolívia. Com o movimento desmantelado, os revolucionários optaram pelo exílio. No ano seguinte, Prestes seguiu para a Argentina, onde aderiu ao comunismo;

INIMIGOS
Como a tática da coluna era basicamente evitar confrontos com as tropas inimigas, as mortes ocorriam mais por doenças do que por ferimentos no campo de batalha — não existem dados precisos sobre o número de baixas. Diante das dificuldades encontradas no trajeto, as deserções também eram muito comuns;

LAMPIÃO
Fugindo das tropas federais, a coluna atravessou o país até o Maranhão, percorreu o Nordeste e retornou por Minas Gerais, promovendo comícios e divulgando manifestos contra o governo. Existem boatos de que até Lampião, o mais famoso cangaceiro do Brasil, teria entrado em confronto com os revoltosos, mas não há registros históricos que comprovem isso;

CRIMES INTERNOS
Os historiadores não chegam a um consenso sobre esse assunto, mas o fato é que a coluna também cometeu muitos delitos por onde passou. Há relatos de saques e estupros em algumas comunidades, mas os crimes eram punidos com rigor pelos líderes do movimento, às vezes até mesmo com a execução dos culpados;

ESTRATÉGIA DE VIDA
Como os revoltosos não tinham a menor chance contra as tropas do governo, eles optaram por táticas de despistamento. Às vezes eram espalhados boatos sobre a intenção da coluna de passar por determinado lugar, quando, na verdade, ela estava bem distante dali

PASSO INICIAL
Diante do avanço de tropas federais para reprimir o levante tenentista ocorrido em 1924 em São Paulo, parte dos revoltosos decidiu deixar a capital do estado em 28 de julho daquele ano, sob comando do major Miguel Costa, da Força Pública de São Paulo. Esse foi o começo da famosa coluna. Na fuga, eles enfrentaram um bombardeio de artilharia que destruiu parte da cidade


Heróis da resistência

Extensão da marcha
Cerca de 25 mil quilômetros
Duração
Julho de 1924 a março de 1927
Meios de transporte
A maioria andava a pé; os líderes, a cavalo ou em lombo de burro.


Fonte:www.cpdoc.fgv.br/nav_historia/htm/anos20/ev_crisepol_prestes.htm

quinta-feira, 27 de março de 2014

A Primeira Favela do Brasil

Oficialmente, a pioneira foi a do morro da Providência, surgida em 1897 no centro do Rio de Janeiro. Mas, recentemente, novos estudos sugerem que já havia gente morando em barracos na cidade antes disso. Vamos aos fatos: a ocupação no morro da Providência começou quando cerca de 10 mil soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no sertão da Bahia, desembarcaram na antiga capital do país. Na bagagem, uma reivindicação: eles queriam que o governo desse casas para os veteranos do conflito. Sem grana para criar os tais alojamentos, o governo teria permitido a construção de vários barracos de madeira no morro da Providência, que ficava atrás de um quartel. Essa é a versão mais conhecida. Mas algumas pesquisas indicam que a primeira favela foi outro aglomerado de casas precárias, surgido ainda no ano de 1897, só que alguns meses antes da Providência. O local da favela pioneira seria o morro de Santo Antônio, também no centro. Estudos com documentação da época revelam que, no começo de 1897, já existiriam 41 barracos no local. Fica difícil comprovar essa história porque o morro de Santo Antônio foi destruído para a construção do aterro do Flamengo, nas décadas de 1950 e 1960. A favela da Providência, por outro lado, existe até hoje.

Se o pioneirismo é discutível, restam poucas dúvidas sobre a origem do nome "favela". Tudo indica que os primeiros moradores da Providência chamavam o lugar de "morro da Favela" - era uma referência a um morro de mesmo nome que existia em Canudos, recoberto por um arbusto rasteiro também chamado "favela". Com o passar dos anos, a palavra virou sinônimo de uma triste realidade habitacional. Pelas contas do IBGE, mais de 10 milhões de pessoas vivem em favelas, espalhadas em um terço dos municípios brasileiros.Berço das favelas, cidade do Rio tem hoje 1,1 milhão de pessoas em moradias precárias.


CRONOLOGIA

1897

Soldados que haviam participado da Guerra de Canudos, no interior da Bahia, chegam ao Rio de Janeiro em busca de moradia. Sem ter casas, começam a construir barracos — primeiro no morro de Santo Antônio e, logo depois, no morro da Providência.

1903

O governo carioca baixa um decreto que proíbe a construção e o conserto de cortiços, mas tolera a construção de barracões nos morros que ainda não tenham casas. A lei facilita o crescimento das favelas nos morros, ocupados pela população pobre sem moradia.

1947

Na pesquisa de recenseamento, o governo reconhece oficialmente pela primeira vez a existência das favelas. Segundo a pesquisa, o Rio tinha 119 favelas, onde moravam cerca de 283 mil habitantes — 14% da população da cidade.

1964

A ditadura militar passa a derrubar barracos e a retirar moradores de terrenos valorizados, especialmente na Zona Sul. Entre 1964 e 1974, 80 favelas são destruídas. Os 140 mil desabrigados vão para conjuntos habitacionais nas periferias ou criam novas favelas.

Anos 1980

Com o fim da ditadura militar, o governo estadual incentiva políticas de legalização das favelas — e elas voltam a inchar. No fim da década de 1980, calculava-se que um milhão de pessoas viviam nas 545 favelas em toda a cidade.

2005

Com 1,1 milhão de pessoas vivendo em favelas, o governo carioca aposta no programa Favela-Bairro, que faz obras de urbanização em mais de cem comunidades pobres. Mas a maioria delas ainda tem graves problemas de infra-estrutura e violência.



SAIBA MAIS!


terça-feira, 25 de março de 2014

A Ditadura Militar Brasileira e seus Métodos de Tortura

Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos "anos de chumbo" (1964-1985). Esse baú de crueldades, que incluía choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria, foi aberto de vez em 1968, o início do período mais duro do regime militar. A partir dessa época, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada.

Contando com a "assessoria técnica" de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho. A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos. "Os relatos indicam que os suplícios eram duradouros. Prolongavam-se por horas, eram praticados por diversas pessoas e se repetiam por dias", afirma a juíza Kenarik Boujikain Felippe, da Associação Juízes para a Democracia, em São Paulo.

O pau comeu solto até 1974, quando o presidente Ernesto Geisel tomou medidas para diminuir a tortura, afastando vários militares da "linha dura" do Exército. Durante o governo militar, mais de 280 pessoas foram mortas - muitas sob tortura. Mais de cem desapareceram, segundo números reconhecidos oficialmente. Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. Em 1979, o Congresso aprovou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos - incluindo os torturadores - fossem perdoados pela Justiça.





MÉTODOS DE TORTURA

Cadeira do dragão
Nessa espécie de cadeira elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.

Pau-de-arara
É uma das mais antigas formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e queimaduras com cigarros.

Choques elétricos
As máquinas usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou "maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a própria língua.

Espancamentos
Vários tipos de agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente

Soro da verdade
O tal soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga pode até matar.
Afogamentos
Os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.

Geladeira
Os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias, sem água ou comida.



segunda-feira, 24 de março de 2014

As Antigas Bandeiras Brasileiras

Bandeira da Ordem de Cristo. A primeira hasteada em solo brasileiro.




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Bandeira Real. A primeira do Reino de Portugal, nas naus do descobrimento.



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Bandeira de D. João III, usada no Brasil durante a colonização.



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Bandeira do Domínio Espanhol, utilizada durante o domínio de terras portuguesas.


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Bandeira da Restauração. Reinado de D. João VI, marca o fim do domínio espanhol.



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Bandeira do Principado do Brasil. Primeiro sinal de presença do Brasil, no campo político mundial, como parte integrante da nação portuguesa.Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
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Bandeira de D. Pedro II, de Portugal. Bandeira do reinado de D. Pedro II, utilizada após a morte de D. Afonso VI.


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Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Bandeira do período de D. João VI.



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Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Bandeira do período de D. João Bandeira do Regime Constitucional. Última a tremular no Brasil com traços que lembram Portugal.

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Bandeira Imperial do Brasil. Marca da emancipação política do Brasil, utilizada até a Proclamação da República.

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Bandeira Imperial do Brasil. Marca da emancipação política do Brasil, utilizada até a Proclamação da República.


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