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terça-feira, 25 de março de 2014

A História do Gol do Futebol

Foi o radialista Rebelo Júnior, que começou a tradição ainda na década de 1930. O narrador trabalhava na Rádio Difusora Paulistana e, por prolongar o grito de gol, ficou conhecido como "o homem do gol inconfundível".

 Ele começou com isso para chamar a atenção dos ouvintes que estivessem distantes ou meio desligados do jogo. Antes dele, o grito era curto e grosso. Nicolau Tuma, que narrou a primeira partida transmitida ao vivo no Brasil - São Paulo 6 x 4 Paraná, em 1931 -, dizia somente "gol" e já começava a detalhar o tento. "Ele era conhecido como speaker-metralhadora, porque falava de 200 a 300 palavras por minuto, e dizia que tinha medo de que os ouvintes mudassem de estação se demorasse muito pra voltar ao jogo", diz o jornalista André Ribeiro, autor de Os Donos do Espetáculo - A História da Imprensa Esportiva no Brasil.

Hoje, prolongar o grito é quase unanimidade. O que muda é como os narradores gritam "gol": os latinos falam "gol" mesmo; em inglês, se escreve goal, mas o grito soa igual ao nosso; os portugueses falam "golo" e os alemães, "tor''.


O Campo de Futebol

PASSOS DA CONSTRUÇÃO

1. Mesmo que o terreno onde a bola vai rolar seja relativamente plano, tudo começa com um bom nivelamento. Uma prensa passa por cima da área para acertar qualquer irregularidade e compactar o terreno - o que evita que ele afunde mais tarde;

2. Após o nivelamento, o terreno não fica totalmente plano. Ele ganha uma pequena inclinação. Em um campo com 60 m de largura, as linhas laterais ficam num nível 30 cm mais baixo que o centro do campo. Isso ajuda a drenar a chuva que cair no gramado;


3. Mas só a inclinação não basta. É preciso construir um sistema de drenagem, formado por 100 m de canos. Eles são colocados em pequenas valas, num desenho que lembra uma espinha de peixe. Os canos drenam a água da chuva até ralos fora do campo;

4. Com 10 cm de diâmetro, os canos têm vários furinhos na parte superior. Em volta deles há uma camada de brita e uma manta filtrante. A água que penetra no solo é "filtrada" pela manta e pelas pedras antes de chegar aos canos, evitando que eles entupam com areia;

5. O próximo passo é o sistema de irrigação. Molhar o campo com mangueira não dá certo, porque a água nunca é distribuída por igual. A irrigação é feita com canos ligados à rede de água do estádio;

6. A água chega ao gramado por aspersores, que lembram os jatos giratórios para molhar jardim. O aspersor fica embaixo da terra para não atrapalhar os jogadores. Quando a água chega aos canos, a pressão empurra a tampa até a superfície;

7. Antes de plantar a grama, é preciso despejar no terreno uma mistura de areia e matéria orgânica chamada topsoil - a areia favorece o escoamento da água até os canos de drenagem. A grama fixa as raízes sobre uma camada de até 30 cm dessa terra especial;

8. Acima do topsoil ainda vai um adubo bem nutritivo. É uma camada fina, mas que faz uma diferença enorme no crescimento da grama, pois funciona como um "suplemento alimentar". Isso garante a sobrevivência da vegetação nos primeiros dias após o plantio;

9. Para plantar a grama, podem ser usadas mudas ou placas chamadas de tapetes. Com os tapetes, o gramado fica pronto mais rápido, em 45 dias. A grama bermudas é uma das mais usadas nos campos brasileiros;

10. A grama dos campos cresce rápido. Ela precisa ser aparada até duas vezes por semana para manter uma altura média de 24 mm. Os desenhos no gramado são feitos na hora do corte, pela máquina de aparar;

11. A máquina tem um cilindro para "pentear" a grama. Dependendo do sentido em que ela atravessa o campo, o "penteado" fica de um lado ou de outro. Com isso, as faixas de grama refletem a luz com intensidades diferentes, criando dois tons de verde.


ORÇAMENTO DA CONSTRUÇÃO ( CAMPO 60 x 100 m)

Nivelamento do terreno - R$ 6,5 mil
Sistema de drenagem - R$ 12 mil
Sistema de irrigação - R$ 15 mil
Camada de topsoil - R$ 35 mil
Adubo - R$ 4,5 mil
Placas de grama - R$ 30 mil
Acabamento (tinta, traves, redes, bandeirinhas de escanteio...) - R$ 5 mil
Pagamento da construtora - R$ 35 mil
Total - R$ 143 mil

domingo, 23 de março de 2014

Os Esportes mais Mortais que Existem

Mesmo que alguém conseguisse reunir os números de acidentes e mortes ao redor do mundo todo, não teríamos um levantamento completo, afinal muitas modalidades radicais são praticadas às escondidas e, portanto, não entram nas estatísticas. "É difícil fazer essa avaliação porque, se você faz a preparação correta, não há acidentes. A maioria dos acidentes de que tenho notícia é com aeroplanos e asas-deltas experimentais, feitos em casa", diz o inglês David Kirke, fundador do grupo The Dangerous Sports Club ("Clube dos Esportes Perigosos", em português), que, entre outras maluquices, inventou o bungee jumping, em 1979. Outro problema é definir o que é esporte e o que é tentativa de suicídio. O base jumping (salto com pára-quedas de prédios, pontes e antenas), por exemplo, é enquadrado no segundo grupo por muitos países e, portanto, vive na ilegalidade. Não por acaso, a revista americana Forbes apontou, em 2002, o base jumping como a modalidade mais perigosa. "A maioria dos acidentes em esportes ditos radicais acontece com aventureiros, por falta de conhecimento técnico. Os acidentados são os que entram no esporte pela porta dos fundos", diz o empresário Bruno Menescal, presidente da Associação Brasileira de Vôo Livre.

LISTA:

MODALIDADE - Vôo livre
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 93
MODALIDADE - Alpinismo
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 590
MODALIDADE - Ciclismo
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 1 559
MODALIDADE - Motociclismo
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 2 587
MODALIDADE - Automobilismo
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 5 940
MODALIDADE - Boxe
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 6 304
MODALIDADE - Canoagem
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 17 784
MODALIDADE - Rúgbi
MORTES POR NÚMERO DE PRATICANTES - 1 por 21 685


Fonte: Centro de Documentação e Informação de Seguros da França