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quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Primeira Guerra da História

Embora existam indícios de guerras ocorridas em torno de 2700 a.C. na região onde hoje ficam o Iraque e o Irã, as primeiras provas concretas de um conflitomilitar são um pouco posteriores. "Provavelmente, as mais antigas batalhas sobre as quais temos evidências claras são relacionadas ao estado de Lagash", diz o historiador John Baines, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Essa cidade-estado, localizada na Suméria (no sudeste do Iraque), teria travado uma guerra de fronteira contra Umma, outra cidade-estado da Suméria, por volta do ano 2525 a.C. Nessa época, tais centros urbanos viviam em constante rivalidade pelo domínio econômico, territorial e político.

Também disputavam matérias-primas escassas na região, como madeira, além de cobre e estanho, minérios necessários para produzir o bronze usado em armas e ferramentas agrícolas. "A Suméria era relativamente superpovoada, com diversas cidades importantes competindo pelo controle de terras aráveis ou acesso à água, o que resultava em disputas entre elas, muitas vezes resolvidas pela força", diz o historiador Steven Muhlberger, da Universidade Nipissing, no Canadá. Era uma fase de transição para Estados urbanizados, capazes de construir muralhas para proteger seus centros administrativos e mobilizar exércitos numerosos, treinados para lutar segundo táticas mais ou menos definidas. Suas sociedades estavam organizadas para a guerra, centralizadas de forma totalitária em torno de reis hereditários. Com poder político e religioso, esses reis exerciam controle sobre os templos e os recursos acumulados pelas cidades, comandando a produção de armas e a convocação de soldados.


Prova milenar

A cidade-estado de Lagash, na antiga Suméria, foi descoberta no século 19. Nas ruínas, encontrou-se uma placa de pedra conhecida como "Estela dos Abutres". Trata-se de um fragmento de um monumento maior, erguido em homenagem ao líder Eannatum, que comandou Lagash em torno de 2500 a.C. Além de inscrições, a estela (bloco de pedra) possui relevos mostrando vários aspectos da guerra travada contra Umma - uma cidade-estado vizinha -, inclusive cenas de soldados mortos sendo devorados por abutres. Hoje, essa relíquia histórica está abrigada no Museu do Louvre, em Paris.

Corpo-a-corpo sangrento

Soldados de cidades rivais da Suméria se enfrentaram com foices há quase 5 mil anos

Símbolo de comando
Ao buscar vestígios da primeira guerra da história, arqueólogos encontraram adagas e pequenas espadas com lâminas de ouro e cobre. Acredita-se, porém, que essas armas feitas com materiais preciosos eram usadas como símbolo de comando, e não para combate;

Entregues às feras
Os cadáveres do exército derrotado provavelmente tinham suas armas recolhidas e depois eram abandonados no campo de batalha para serem consumidos por animais selvagens. É possível, porém, que em algumas ocasiões os vencedores reunissem os corpos dos rivais em grandes pilhas e os queimassem;

Tática do atropelamento
Naquela época, quase três milênios antes de Cristo, já havia rústicas carruagens de combate, com dois eixos fixos e puxadas por quatro animais — talvez mulas selvagens ou jumentos. Mas como elas eram pesadas, tombavam com facilidade e tinham limitada capacidade de manobra, serviam mais para aterrorizar os inimigos e atropelá-los;

Tropa disciplinada
Há indícios de que os guerreiros lutavam de forma organizada, com uniformes e armas relativamente padronizados. Isso aparece em imagens de monumentos milenares, que mostram soldados alinhados em unidades com até seis fileiras de homens. Mas é impossível saber se essas imagens são representações artísticas ou se descrevem cenas reais;

Armamento camponês
Na luta de corpo a corpo, as principais armas eram machados de batalha com formatos variados, lanças com pontas metálicas e foices especiais. Ao contrário da foice usada na agricultura, a de batalha tinha a lâmina afiada no seu lado convexo (externo), facilitando os golpes contra o inimigo;

Vestidos para matar
Capacetes de cobre protegiam a cabeça dos soldados, que trajavam mantos de couro, reforçados nos pontos mais vulneráveis por discos metálicos. Parte da infantaria era equipada com grandes escudos retangulares de madeira. Lutando lado a lado, os soldados podiam juntar seus escudos e formar uma parede contra as lanças inimigas.


A Fundação de Israel

Ela foi oficialmente anunciada em 14 de maio de 1948. A criação de Israel se baseou numa resolução aprovada um ano antes na Organização das Nações Unidas (ONU) e que previa a divisão do então território da Palestina em dois estados: um árabe e um judeu. Na época, a Palestina estava sob administração britânica e era habitada por uma maioria árabe. Por isso, a resolução da ONU, que foi aceita por líderes judeus, acabou sendo recusada pelos governantes dos países árabes vizinhos da Palestina. As discussões diplomáticas ainda estavam quentes quando líderes judeus se apressaram para decretar a independência de Israel em maio de 1948. A resposta árabe foi imediata: no dia seguinte à declaração de independência, Egito, Síria, Líbano e Iraque atacaram o novo país. Cerca de 750 mil árabes que viviam na região foram obrigados a fugir por causa do conflito. Por outro lado, 800 mil judeus residentes em países como Síria, Iraque, Tunísia, Líbia e Iêmen deixaram às pressas seus lares, a maioria tornando-se imediatamente cidadãos de Israel. A vitória israelense viria no ano seguinte, em 1949, garantindo a sobrevivência do novo país. Mas, longe de tranquilizar as coisas, o resultado do conflito só semeou mais violência na região. Violência que dura até hoje.



CRONOGRAMA

1897
O primeiro Congresso Sionista, na Basiléia, na Suíça, marca o início do movimento que reivindica um estado para os judeus na Palestina. Essa região no Oriente Médio não é escolhida ao acaso: os judeus defendem que viviam lá até serem expulsos pelo Império Romano no século 1;

1939
Com o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os nazistas alemães passam a perseguir judeus por toda a Europa. Estima-se que 6 milhões tenham morrido em campos de concentração e extermínio, acontecimento conhecido como Holocausto;

1946
Ao final da guerra, com milhões de judeus perseguidos sem ter para onde ir, o sionismo ganha força. Os britânicos, que dominavam a Palestina, tentam evitar a imigração de judeus para a região — mais de 50 mil refugiados são detidos na ilha de Chipre

1947
Em 29 de novembro de 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprova a divisão da Palestina em dois estados: um judeu e outro árabe. Líderes judeus aceitam a resolução da ONU, mas os países árabes não - na época, viviam na região 1,3 milhão de árabes e 600 mil judeus;

1948
Enquanto as tropas britânicas deixam a Palestina, grupos sionistas agem para organizar logo o Estado judeu. Em 14 de maio, o presidente da Agência Judia para a Palestina, David Ben-Gurion, anuncia a formação de Israel;

1948/49
Os países árabes vizinhos não reconhecem o novo país e tem início a Guerra de Independência de Israel, a primeira de uma série de conflitos entre árabes e israelenses. A guerra termina em 1949. Israel não só vence, como consegue a ampliação do Estado judeu.


+INFO



sexta-feira, 28 de março de 2014

A Vida em Um Castelo Medieval

Apesar de toda a imponência dessas construções, o cotidiano não era muito agradável, não. "Além de não contar com conveniências como água corrente ou aquecimento central, o dia-a-dia dos moradores era barulhento e desconfortável", diz a historiadora britânica Lise Hull, autora do livro Scotland and the Castles of Glamorgan ("A Escócia e os Castelos de Glamorgan"). Os primeiros castelos surgiram na Europa Ocidental ainda no século 9, construídos com terra, madeira e camadas de pedras para reforçar a estrutura contra ataques. O modelo mais conhecido, o das fortificações protegidas por muralhas e cercadas por fossos alagados, apareceu na França, no século 10. A arquitetura dos castelos era única: não havia dois iguais, mas a maioria deles partilhava características comuns, como a existência de um salão, de aposentos exclusivos para o senhor do castelo, de uma capela e de uma torre para os guardas.

Para a maioria dos moradores, um dia típico começava ao nascer do Sol. Algumas camareiras dormiam no chão do quarto do senhor e de sua dama, cuja privacidade era garantida apenas por uma armação de tecidos em volta da cama. Depois de se vestirem, o senhor e sua família iam ao salão para tomar um café da manhã regado a pão e queijo, e logo seguiam para a missa diária na capela. O almoço, servido entre as 10 da manhã e o meio-dia, incluía três ou quatro pratos principais e podia ser acompanhado por apresentações de malabaristas. Durante o dia, enquanto o senhor cuidava da administração, da justiça e da coleta de impostos do feudo, sua esposa tratava da educação dos filhos e supervisionava camareiras e cozinheiras. À noite, apenas uma leve refeição - em geral, uma sopa. Alimentados, os senhores voltavam ao quarto, enquanto os servos se espalhavam pelo chão do salão ou em câmaras no interior da torre.












































A FORTIFICAÇÃO (ESCURA E BARULHENTA)

1. ALMOÇO
Geralmente situado no andar superior, o salão era um ambiente escuro, enfumaçado e úmido, com pequenas janelas sem vidro. Durante o dia, o local virava sala de refeições, ocasionalmente acompanhadas por espetáculos de artistas ou trovadores a que os servos também podiam assistir. À noite, o lugar se transformava em dormitório dos criados.

2. COZINHA
A cozinha era afastada dos cômodos principais para evitar incêndios. No forno central de fogo aberto, a comida era cozida em caldeirões e as carnes assadas em espetos de ferro. Do lado de fora, ficavam gaiolas com aves e outros animais para o abate. O cardápio do senhores era farto em pão de boa qualidade, carne e bebidas alcoólicas, especialmente vinho e cerveja.

3. ESTOQUE
Em alguns castelos, um cômodo construído no andar térreo servia de armazém de provisões, como trigo (usado para fazer pão) e malte (cerveja). O estoque de alimentos incluía ainda carnes conservadas por salgamento, queijos e sacas de vagens, feijões, favas e grãos moídos, como farinha.

4. CAPELA
Localizada perto do salão principal, a capela podia ser dividida em dois andares: no piso superior ficava a família do senhor do castelo, enquanto os servos rezavam na parte de baixo. Às vezes, capelas menores eram construídas num subterrâneo do castelo. As missas aconteciam todas as manhãs

5. SONO DOS SENHORES
O principal móvel do quarto do senhor e sua dama era uma grande cama de madeira, com um trançado de tiras de couro que sustentava o colchão de penas. As roupas eram guardadas em arcas ou penduradas em pinos na parede. No início do dia, o quarto era varrido pelas camareiras, enquanto os senhores lavavam o rosto em bacias com água.

6. A ÁGUA
Era indispensável que o castelo ficasse perto de uma fonte subterrânea de água para garantir o abastecimento de toda a construção. Além do poço central, localizado no interior das muralhas, reservatórios recolhiam a água da chuva que caía no teto do castelo. Depois, o líquido seguia para os andares inferiores por encanamentos de chumbo.

7. HIGIENE
Como os dois únicos banhos anuais aconteciam em tinas portáteis levadas para o quarto do senhor, o banheiro tinha só uma privada, exclusiva dos nobres - os outros precisavam se aliviar fora das muralhas ou em penicos. Mas o "troninho" não era nada higiênico: os dejetos seguiam em uma canaleta de pedra até a parede do castelo, de onde a sujeira escorria até um fosso.

8. SEGURANÇA
A maioria das fortificações contava com uma torre, feita inicialmente de madeira e mais tarde de pedra, com vários andares e formato retangular. O local, que servia como posto para os sentinelas que vigiavam as vizinhanças, era também usado como alojamento para servos e soldados, além de ser o último refúgio no caso de o castelo ser invadido.



O CASTELO




A CAPELA


FOSSO


PAREDES



JANELAS


ANIMAIS


PORTÃO


MURALHAS


QUARTO DOS SENHORES


SALÃO PRINCIPAL DO CASTELO


COZINHA DO CASTELO


A DAMA


O SENHOR


CRIANÇAS


SOLDADOS

CAPELÃO


CAVALEIRO

quinta-feira, 27 de março de 2014

A Guerra Fria

A expressão "Guerra Fria" surgiu em 1947, quando o assessor presidencial americano Bernard Baruch usou o termo para se referir à intensa rivalidade entre Estados Unidos e União Soviética após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Diferentemente desse terrível conflito real, a disputa entre as duas grandes potências era travada mais no campo político. Como ambas evitavam se enfrentar com armas, a suposta guerra era fria, limitada, e não quente, total. Na década de 50, a tensão entre as duas superpotências levou a uma grande política de alianças. Os Estados Unidos formaram com países europeus a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), uma força militar unificada para resistir à presença dos soviéticos na Europa. Estes, em resposta, criaram o Pacto de Varsóvia, que unia os países comunistas. Também nos anos 50 ocorreu a Guerra da Coréia (1950-1953), marco de uma tática comum nos tempos de Guerra Fria: o uso de aliados nos conflitos militares. Os soviéticos, apoiando a Coréia do Norte, opuseram-s à Coréia do Sul, que tinha o suporte americano. Servindo-se dessas espécies de "testa-de-ferro", as duas grandes máquinas de guerra do mundo fugiam de um confronto direto, que, diante do arsenal atômico de ambas, poderia até destruir o planeta. O auge da Guerra Fria ocorreu em 1962, quando a União Soviética decidiu instalar secretamente em Cuba mísseis que poderiam atingir os Estados Unidos. "A chamada Crise dos Mísseis teve desfecho favorável a Fidel Castro (ditador cubano), pois os americanos deram aos soviéticos a garantia de que não invadiriam Cuba em troca da retirada dos mísseis", diz o historiador Clodoaldo Bueno, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Assis (SP). Mesmo após a solução da crise, a disputa entre os dois países prosseguiu. Só em meados dos anos 80 as tensões diminuíram. Entre 1985 e 1991, Mikhail Gorbachev, líder soviético, iniciou a democratização de seu país, incentivando o mesmo nas nações aliadas dos soviéticos. Em 1991, com a desintegração da União Soviética em várias repúblicas, a Guerra Fria finalmente chegou ao fim.



A CRISE DOS MÍSSEIS DE 1962

1. Em 1959, Fidel Castro assume o poder em Cuba. O país, a menos de 200 quilômetros dos Estados Unidos, aproxima-se dos soviéticos. Em julho de 1962, os americanos recebem informações de que a União Soviética enviara mísseis para Cuba. Em setembro, o presidente americano John Kennedy anuncia que não iria admitir que a ilha virasse uma base hostil;

2. No mês seguinte, os americanos reforçam os serviços de espionagem para obter mais detalhes sobre a movimentação soviética. Fotos aéreas de aviões espiões confirmam a instalação de bases de lançamento em Cuba e, no dia 14 de outubro, o presidente Kennedy é notificado oficialmente da presença de mísseis balísticos soviéticos na ilha;

3. Especialistas americanos fazem análises detalhadas dos dados disponíveis e chegam a uma conclusão sobre o alcance dos mísseis instalados em território cubano: eles poderiam atingir em questão de minutos várias cidades do leste dos Estados Unidos;

4. A tensão se agrava e Kennedy considera a hipótese de invadir imediatamente Cuba. Entretanto, ele opta por outras duas ações: de um lado, inicia negociações diplomáticas com os soviéticos; de outro, anuncia, no dia 22 de outubro, um bloqueio naval à ilha. Navios americanos passariam a confiscar armas soviéticas que tentassem chegar a Cuba;

5. Em 27 de outubro, a Crise dos Mísseis chega ao auge. Durante uma missão de espionagem sobre território cubano, um avião U-2 americano é derrubado. O major Rudolph Anderson Junior, que pilotava a aeronave, morre no incidente;

6. Um dia depois, porém, o conflito que parecia certo é evitado pelo primeiro-ministro soviético Nikita Kruschev. Ele informa a Kennedy que a construção das bases seria suspensa. Os mísseis em Cuba começam a voltar para a União Soviética. Em 20 de novembro, o bloqueio naval é suspenso e a crise, que deixou o mundo à beira de uma guerra nuclear, termina.





terça-feira, 25 de março de 2014

A Primeira Universidade

Surgiu em Bolonha, no norte da Itália, no final do século XI. Embora os registros históricos sejam imprecisos, a data mais aceita é 1088, quando o ensino na cidade se tornou livre e independente das escolas religiosas. Pouco depois, no século XII, foi fundada a Universidade de Paris e esses dois estabelecimentos deram, então, a largada para o surgimento de inúmeros outros na Europa. Mesmo que fossem desvinculados da Igreja, dependiam do aval do clero ou do governo para funcionar. Dedicavam-se ao ensino das leis, da medicina, da astronomia e da lógica.


PIONEIRA BRASILEIRA

A primeira instituição de ensino superior foi a Escola de Cirurgia da Bahia, criada em 1808. "Depois vieram as faculdades de Direito de São Paulo e de Olinda, em 1827", diz a historiadora Maria Lígia Coelho Prado, da USP. Já a primeira universidade a oferecer cursos variados foi a do Rio de Janeiro, fundada em 1920.

segunda-feira, 24 de março de 2014

TOP 10 Maiores Revolucionários da História

10.Jean-Jacques dessalines (1758-1806)

Quando: 1804
Afetou: 430 mil pessoas
Anos antes dos movimentos de independência da América Latina, um escravo nascido em Guiné venceu as tropas de Napoleão e transformou o Haiti em um país independente. Dessalines envolveu-secom grupos armados na adolescência e foi aclamado como imperador do novo país em 1804. Morreu dois anos depois, com fama de ditador, tentando conter um grupo de rebeldes.

9.Simon Bolívar (1873-1930)

Quando: 1819
Afetou: 2,4 milhões de pessoas
Bolívar ajudou a libertar seis países (Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Venezuela e Peru). Além de liderar os exércitos locais contra a Espanha, ele também idealizou um país democrático, a Grã-Colômbia, que reunia os atuais Panamá, Venezuela, Equador e Colômbia. A nação surgiu em 1919 e rachou após sua morte.

8.Maximilien de Robespierre (1758-1794)
Quando: 178
Afetou: 2,8 milhões de pessoas
Nenhum outro movimento foi tão influente quanto a Revolução Francesa, que teve este intelectual entre seus principais líderes. Curiosamente, na própria França, o movimento durou pouco, provocou milhares de mortes na guilhotina e acabou com Napoleão assumindo o poder. Mas os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade permaneceram.

7.Fidel Castro (1926-)
Quando: 1959
Afetou: 5,8 milhões de pessoas
Uma revolução é um movimento popular organizado para derrubar um governo – definição perfeita para a turma do Fidel. Começando com apenas 82 pessoas, ele atravessou Cuba, angariou apoio e chegou ao poder. O companheiro Che Guevara tentou repetir o exemplo no Congo e na Bolívia sem sucesso.

6.George Washington (1732-1799)
Quando: 1776
Afetou: 2,5 milhões de pessoas
Após a guerra pela independência, o grande líder militar dos EUA foi também o primeiro presidente da nova nação. Para garantir que o país não fosse invadido, não se desmembrasse e também não se transformasse em uma federação, ele recorreu a toda a sua habilidade política. De quebra, ainda escolheu o lugar para construir a capital, batizada em sua homenagem.

5.Guilherme de Orange (1533-1584)
Quando: 1579
Afetou: 2,4 milhões de pessoas
Se Holanda e Bélgica são hoje nações autônomas, é por obra deste homem. Orange iniciou o movimento para vencer o exército da Espanha, um dos mais poderosos da época. Ele morreu antes de ver os Países Baixos conseguirem a independência definitiva, que só viria em 1648. A bandeira de sua família inspirou a da Holanda.

4.Mao tsé-tung (1893-1976)
Quando: 1949
Afetou: 541 milhões de pessoas
Nem todo revolucionário é democrático – ele pode chegar ao poder com apoio popular e depois instalar uma ditadura. Foi o que aconteceu com Mao. O líder começou a reunir simpatizantes na China em 1927, atravessou o país na década de 1930 e apenas em 1949 levou os comunistas ao controle da nação. Ficou no poder até o fim de sua vida e foi o responsável direto pela morte de estimados 50 milhões de pessoas.

3.Mahatma Gandhi (1869-1948)

Quando: 1947
Afetou: 350 milhões de pessoas
É difícil imaginar uma revolução sem guerra, mas ele conseguiu. Com a política de não-violência, que durou 20 anos e o levou a encarar a prisão várias vezes, ele mobilizou a opinião pública internacional e criou condições políticas que permitiram que a Índia se tornasse independente depois de nove décadas dominada pelos ingleses.2 - FOICE E MARTELO

2.Vladimir Lênin (1870-1924)

Quando: 1917
Afetou: 150 milhões de pessoas
Muitos dos maiores líderes da história não eram militares, mas intelectuais bons de papo, que conseguiam mobilizar as pessoas. Lênin era um jovem sem interesse por política e com uma carreira garantida na Rússia dos czares. Aos 16 anos, quando seu irmão foi preso por tentar matar o imperador Alexandre III, ele adotou o marxismo e liderou a revolução mais influente do século 20.

1.Júlio César (100-44 a.C.)

Quando: 44 a.C.
Afetou: 45 milhões de pessoas
Após vencer uma longa guerra civil contra o senador Pompeu, ele transformou a República Romana num império que só iria acabar oficialmente no ano 476. Foi uma mudança tão radical que levou os romanos, já muito poderosos, a reforçar seu exército e ocupar lugares tão distantes quanto a Inglaterra. Após 14 anos de governo e de grande popularidade, César foi assassinado, mas permaneceu influente: Roma continuou se expandindo e ajudou a moldar o Ocidente como nós o conhecemos.

A Ku Klux Klan


A Ku Klux Klan (KKK) foi uma organização racista secreta que nasceu no final do século 19 nos Estados Unidos. Ela foi fundada em 1866, no Tennessee, como um clube social que reunia veteranos confederados, ou seja, soldados que haviam lutado pelos estados do Sul, o lado derrotado, na Guerra Civil Americana (1861-1865).

As duas palavras iniciais do nome da organização, "Ku Klux", aparentemente vêm da palavra grega kyklos, que significa "círculo". Já o termo "Klan" teria sido acrescentado para dar melhor sonoridade à expressão, além de fazer uma referência aos velhos clãs, grupos familiares tradicionais. Muito mais do que um clube, a KKK se transformou numa entidade de resistência à política liberal imposta pelos estados do Norte após a Guerra Civil, que assegurava, entre outras coisas, que a abolição da escravatura fosse mesmo cumprida. Na defesa da manutenção da supremacia branca no país, o grupo promovia atos de violência e intimidação contra os negros libertados.

Seus militantes adotaram capuzes brancos e roupões fantasmagóricos para esconder a identidade e assustar as vítimas. A partir de 1870, o governo americano decidiu enfrentar a organização e, em 1882, a Suprema Corte do país declarou inconstitucional a existência da KKK. "Ela parecia ter desaparecido durante os últimos anos da década de 1880, mas foi revivida em meados do século 20", diz a historiadora e jornalista americana Patsy Sims, da Universidade de Pittsburgh.

A nova KKK foi criada em 1915, no estado da Geórgia, e não era mais movida apenas pelo ódio contra os negros. Sua doutrina misturava agora nacionalismo e xenofobia a um sentimento romântico de nostalgia pelo "velho Sul". "Durante essa reencarnação, a KKK tinha como alvos de sua violência os imigrantes, além de católicos, judeus e negros", afirma Patsy. Uma cruz em chamas se tornou o símbolo da nova organização, que chegou a ter 4 milhões de membros.

Após a Grande Depressão dos anos 30, porém, ela perdeu força novamente, apesar de ter voltado à ativa na década de 60, durante os movimentos pelos direitos civis, que defendiam a igualdade racial nos Estados Unidos. No fim dos anos 70, grupos anti-Klan deram o golpe final na organização ao atingir o bolso dos líderes racistas, exigindo nos tribunais grandes indenizações para vítimas de seus atos violentos.

"Embora a Ku Klux Klan ainda exista, sua força hoje é pequena. A maioria dos militantes radicais aderiu a grupos ainda mais violentos de defesa da supremacia branca, como a Nação Ariana e outras organizações ligadas ao neonazismo", afirma Patsy.

A Origem do Dólar


A palavra "dólar" é uma adaptação do nome de uma moeda tcheca do século 16, a "joachimsthaler". Essa velha moeda de prata começou a ser cunhada em 1519 em uma mina na Boêmia, região da atual República Tcheca. Ela ganhou popularidade e começou a circular em toda a Europa. Para facilitar a comunicação, acabou primeiro sendo apelidada de "thaler"; depois, teve o nome "traduzido": virou "daler" nos países nórdicos, "tolar" na Eslovênia, "dólar" entre os britânicos...
Na Inglaterra, o nome nunca batizou oficialmente a moeda local, que é chamada de libra desde o ano 775, quando a unidade de peso equivalente a 0,4536 quilo passou a designar também a moeda inglesa. Mesmo assim, é possível encontrar referências ao "dólar" como sinônimo de dinheiro na Inglaterra, em peças de William Shakespeare.
Apesar de os Estados Unidos terem sido colonizados pelos britânicos, foi a Espanha que acabou tendo uma influência decisiva no batismo da moeda americana. O peso espanhol, que era empregado nas transações na é-poca em que os Estados Unidos ainda eram colônia, era chamado popularmente de "dollar espanhol". Em 1861, o governo dos Estados Unidos lançou oficialmente a sua moeda apenas tirando o "sobrenome".
 O curioso é que o "thaler" original saiu de circulação poucos anos depois, em 1873. Já o dólar conseguiu fazer escola e hoje é a moeda oficial de 23 países, como Canadá, Austrália, Malásia e Hong Kong.

História do Sal...ário

Os chineses foram os primeiros a encarar a produção de sal como um negócio de grandes proporções. Desde o século IX a.C., eles obtinham cristais de sal fervendo a água do mar em vasilhas de barro.
Essa técnica se espalharia pelo mundo ocidental e, um milênio depois, o Império Romano, ainda seria a mais disseminada. Quando o mar estava longe, o jeito era cavar a terra em busca do sal. Foi o que fizeram os celtas, os inventores da mineração de sal-gema (NaCl). Segundo os registros arqueológicos, procuravam o sal sob o solo já em 1300 a.C.
O sal logo virou alvo de cobiça dos governantes, que passaram a tributar seu comércio comércio e produção e a arrecadar grandes somas de dinheiro com isso.
Em várias civilizações, a extração de sal era monopólio estatal.
Da mesma forma que deveria estar disponível para o cidadão comum, o sal era imprescindível para os legionários romanos, que conquistavam e mantinham o gigantesco império. Tanto que os soldados chegavam a ser pagos em sal, de onde vêm as palavras “salário”, “soldo” (pagamento em sal) e “soldado” (aquele que recebeu o pagamento em sal).

domingo, 23 de março de 2014

As Cruzadas

Elas foram expedições militares organizadas entre 1095 e 1291 pelas potências cristãs europeias, com o objetivo declarado de combater o domínio islâmico na chamada Terra Santa, reconquistando Jerusalém e outros lugares por onde Jesus teria passado em vida. A empreitada constituía uma mistura de guerra,peregrinação e penitência: os guerreiros cruzados, conhecidos também como "peregrinos penitentes", acreditavam que seus pecados seriam perdoados caso completassem a jornada e cumprissem a missão divina de libertar locais sagrados, como a Igreja do Santo Sepulcro. Esses cavaleiros e soldados tinham como símbolo a cruz, bordada no manto que usavam - daí o nome com que ficaram conhecidos. Seus motivos não eram, porém, exclusivamente religiosos. Mercadores emergentes viram nas Cruzadas uma oportunidade de ampliar seus negócios, abrindo novos mercados e obtendo lucro ao abastecer os exércitos que atravessavam a Europa a caminho do Oriente.
Outro objetivo era unificar as forças da cristandade ocidental, divididas por guerras internas, e concentrar suas energias contra um inimigo comum, os chamados "infiéis muçulmanos". Nesse período de quase dois séculos, oito Cruzadas foram lançadas, embora duas delas jamais tenham chegado a Jerusalém. A Quarta desviou-se do seu objetivo original para atacar os cristãos ortodoxos de Constantinopla - que não reconheciam a autoridade do papa -, saqueando a cidade no ano de 1203. Já a Quinta conseguiu conquistar partes do Egito, mas bateu em retirada sob a pressão do inimigo antes de atingir a Palestina.

PRIMEIRA CRUZADA (1096-1099)
O movimento foi instigado pelo papa Urbano II, que, no Concílio de Clermont (1095), pediu a ação de líderes cristãos para afastar o perigo muçulmano. Sem esperar uma segunda ordem, camponeses, religiosos e aventureiros partiram da França numa expedição improvisada que terminou em fracasso. Enquanto isso, a Cruzada "oficial", formada por quatro grupos seguindo rotas diferentes, chegou a Constantinopla, de onde marchou para Jerusalém, conquistada em julho de 1099.

SEGUNDA CRUZADA (1147-1149)
Conflitos constantes entre as várias colônias cristãs instaladas no Oriente levaram o papa Eugênio III a lançar uma nova Cruzada para restaurar a ordem na região. Mas mudanças políticas no mundo islâmico permitem ao príncipe Saladino, um de seus maiores líderes, unificar a Síria e o Egito sob domínio turco, reforçando sua posição militar. Em 1187, os muçulmanos retomaram Jerusalém e cerca de 16 000 cristãos foram vendidos como escravos.

TERCEIRA CRUZADA (1189-1192)
Com a Europa frustrada pela perda de Jerusalém, o papa Clemente III organiza a campanha para reconquistar a cidade. Vários ataques são lançados, sem sucesso. Em 1191, os reis cristãos que lideravam a expedição negociam um acordo com o inimigo: Jerusalém permanece sob domínio turco, mas os cristãos têm acesso ao Santo Sepulcro.

QUARTA CRUZADA (1202-1204)
Desde que se tornou papa, em 1198, Inocêncio III pregava uma nova Cruzada para recuperar Jerusalém. Mas a expedição que partiu de Veneza em 1202 tinha como objetivo principal atacar Constantinopla, que - depois de aderir à Igreja Ortodoxa - já não reconhecia a autoridade papal. Constantinopla foi ocupada e saqueada pelos cruzados em 1203. Mas eles foram expulsos da cidade no ano seguinte.

QUINTA CRUZADA (1218-1221)
Atacar o Egito era cogitado desde a Terceira Cruzada, para conquistar posições que pudessem ser barganhadas com os muçulmanos em troca da devolução de Jerusalém. Assim, a Quinta Cruzada concentrou-se em tomar o porto egípcio de Damietta, em 1219. Mas a falta de reforços obriga os cruzados a desocupar a cidade. E a missão fracassa.

SEXTA CRUZADA (1228-1229)
Em 1228, Frederico II, imperador da Alemanha, chegou à Terra Santa e, por casamento, tornou-se rei de Jerusalém, negociando a recuperação do controle sobre a cidade. Mas novos conflitos internos enfraqueceram os cruzados, que, em 1243, foram expulsos da região. No ano seguinte, os turcos voltaram a tomar Jerusalém.

SÉTIMA CRUZADA (1248-1254)
Liderada por Luís IX, rei da França, que, mais tarde, seria canonizado como São Luís, a expedição buscava retomar os ideais religiosos da Primeira Cruzada. Permaneceu quatro anos na Síria, mas sem sucesso. Em 1268, o sultão Baibars, que conseguira reunificar a Síria e o Egito, expulsou mais uma vez os cruzados da Terra Santa.

GUERREIRO CRUZADO
Sua proteção era a cota de malha, vestimenta feita com pequenas argolas de metal encadeadas, que demorava cinco anos para ser confeccionada e pesava mais de 10 quilos, cobrindo o peito, as costas e os braços. O capacete tinha uma viseira removível. O escudo trazia a cruz, que também enfeitava o manto de tecido branco usado sobre a cota de malha. Sua principal arma era a espada, eventualmente empunhada com as duas mãos.

GUERREIRO MUÇULMANO
Sua cota de malha era mais leve que as dos cruzados, dando maior mobilidade. A cabeça era protegida por um capacete pequeno e sua espada - a famosa cimitarra - possuía lâmina curva, facilitando o manuseio a cavalo. Arqueiros de grande habilidade, disparavam flechas certeiras mesmo sobre montarias a galope. Outra arma característica era a maça, bloco de ferro com pontas aguçadas, preso a um cabo de madeira ou a uma corrente.